" No fim de um mundo melancólico
os homens lêem jornais.
Homens indiferentes a comer laranjas
que ardem como o sol.
Me deram uma maçã para lembrar
a morte. Sei que cidades telegrafam
pedindo querosene. O véu que olhei voar
caiu no deserto.
O poema final ninguém escreverá
desse mundo particular de doze horas.
Em vez de juízo final a mim me preocupa
o sonho final. "
os homens lêem jornais.
Homens indiferentes a comer laranjas
que ardem como o sol.
Me deram uma maçã para lembrar
a morte. Sei que cidades telegrafam
pedindo querosene. O véu que olhei voar
caiu no deserto.
O poema final ninguém escreverá
desse mundo particular de doze horas.
Em vez de juízo final a mim me preocupa
o sonho final. "
O Fim do Mundo, poema de João Cabral de Melo Neto
A Usina
O Barco
Os Elefantes
Corruptus
A Busca
O Retorno do Leão
Fora do Ar
16:02
Luiz Alberto







1 comentários:
Não se iluda que as coisas serão tão fáceis assim. Simplesmente o fim. O fim será só o começo. E o começo é independente do fim, pois a qualquer hora da vida ou do tempo podemos mudar nosso fim e o nosso modo de ver a vida, ou de vivê-la.Assim a morte pode ter um sabor melhor que o da vida, e a vida se tornar amarga a ponto de desistirmos dela e de tudo que ela representa. Aí sim é o fim.
Postar um comentário